ONLY ONE SHOT
Lembro do meu primeiro dia em Divinópolis – MG, um spot bem jogado e dificil, mas que infelizmente era a area de vazão de uma represa, então o tão sonhado Banks não passava de uma corredeira traiçoeira. Até que muitos dias depois, com o nivel baixo das aguas, a area de vazão secou, mostrando sua face, esburacada, dura e encardida, mas convidando pra algum moment. E assim foi, Jorge Negretti, de cima da mureta, encurralado entre uma queda de 4mts e um canal forte e rápido de 2 mts de profundidade, pouca chance de acerto, mas suficiente pra um Flip into Banks embicado entre o chão ruim, e a saida de pura pedra alisada por anos de fortes correntezas.
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Sorte de estar um belo dia para o moment, azar de não saber quando teremos outra chance de vencer a vazão e aproveitar o parque de diversões. (Resultado final, 1 moment e 1 pescaria do skate que a correnteza levou)
SPOT N° XXXX
E lá se foi mais uma viagem por MG pra descobrir novos spots, e como sempre, a parada foi em Divinopolis, quintal de casa do Pro Jorge Negretti, que mais uma vez deu o sangue na sessão pra conseguir novos moments e sequencias.
Porém o que me chamou a atenção na cidade foi o numero de bons picos pra se explorar, mesmo tendo sido apenas um dia depois de ouvir de um Skater local, que a cidade não oferece infra-estrutura pro desenvolvimento do esporte, já que a cidade conta apenas com uma pista, e de projeto meio falho na disposição das peças.
Sinceramente, tem sido meio frustrante ver como novos atletas ficam apegados apenas às pistas ou locais próprios para o skate, deixando de se jogar em ruas, dar novos sentidos à corrimãos, escadas, bordas e gaps que nunca sonharam serem explorados por caras sem limites de medo e diversão.
Com isso em mente, demos um role pelos varios spots até chegar ao antigo Teatro da cidade, local com ao menos 4 diferentes pontos à se explorar, e assim foi, Jorge Negretti mandando grinds de um lado e Bruno Arruda voltando “cas4″ este Frontside Bigspin na escada centenaria de outro.
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Seguindo as palavras de Craig Stecyk, “Skaters by their very nature are urban guerillas: they make everyday use of the useless artifacts of the technological burden, and employ the handiwork of the government/corporate structure in a thousand ways that the original architects could never dream of.“ Não precisamos dizer mais nada sobre onde é o lugar que os eixos e a alma se encontram.
PARÇA
Bom, como já é sabido de todos, o cara que mais colabora com meu gosto particular de fotografar skate, é o atleta Bruno Arruda.
Sempre disposto na sessão, não desiste enquanto o moment ou sequencia não ficam perfeitos. 
E este moment é um bom retrato do esforço, litros de suor derramado e mais de 100 tentativas pra foto conseguir expressar bem a manobra executada (pois fotografar skate tem esta complicação, a variação de uma manobra para outra é tão sutil que apenas detalhes determinam essas diferenças). E assim foi, tentativa após tentativa, pra conseguir um belo FS hellflip passando os degraus, vindo de um declive, que não colaborava na hora do Pop, e voltando entre poças d’agua. E como nem sempre o melhor sai perfeito, este melhor moment calhou de ser justamente o que um dos flashs de preenchimento falhou, nao iluminando as costas do atleta, mas a falta da melhor luz foi compensada pela melhor volta.
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Segundo moment, registrado ainda em nossa viagem por picos de Minas Gerais na companhia do local Jorge Negretti. Para desespero dos meninos que esperavam pacientemente com uma bola embaixo do braço pra fazer o uso real da trave do gol, que naquele momento estava servindo para outro proposito.
Debaixo de um sol de todos os graus possiveis, a insistencia foi gratificada por um belo Backside Rockslide Reverse subindo.
E assim continuo fazendo disto, minha diversão, e de Bruno Arruda, meu amigo e maior colaborador pra minha evolução fotografica.
GETTING FUN
Uma casa de maquinas abandonada no estacionamento de uma antiga locadora de videos, um Gap gigante com a volta sobre uma caixa dagua, a dificuldade da mureta oculta que forçava o pop em um Ollie razoavelmente extendido pra passagem sobre ela.
Resultado, um ótimo Spot, e uma bela imagem. (Bruno Arruda)
WHO DESERVE
Big Four - Fish Market, explicando o contexto de forma simples.
São dois projetos paralelos porém distintos.
Big Four representa um projeto fotografico, enquanto Fish Market sera um projeto de video. Porém ambos dividem algumas coisas em comum, e a principal é a ajuda constante de Bruno Arruda. Sempre representando com imagens pro Big Four e parte intergrante do futuro Fish Market.
E como agradecimento à essa ajuda, nada mais justo que um post somente sobre ele.
Bruno Arruda, Atleta Sense Skates em parceria com Jorge Negretti, me convidaram para uma sessão de uma semana por MG.
Com tricks completados em diversas cidades como Divinopolis, Claudio e Belo Horizonte, fomos coletando material pra diversas atualizações por aqui.
Começando com um belo FS flip 180, passando a extensão do antigo casarão na praça central de Divinópolis, voltando na base com simplicidade fazendo tudo parecer facil. No mesmo dia, mesma cidade, uma escada de metal abandonada proximo à pista municipal da cidade, rendeu alguns frames também, revezando entre grinds, feebles e BS crookeds, e este utlimo resultou num moment distocido graças à 16mm fisheye que ja se acostumou a encarar de perto o atleta. (clique na imagem para visualização em alta resolução)
E assim esta semana teremos mais moments com Bruno e Jorge, explorando MG.
HARD SUN
Em uma semana em Divinópolis – MG literalmente fritei, nem mesmo um bloqueador fator 30 segurou a força do sol.
M
as apesar dos 40° à sombra, disposição de Bruno Arruda e Jorge Negretti não faltou. Varias cidades visitadas na Tour fotografica, varios spots explorados e varios litros de refrigerante pra ajudar, fizeram desta semana, um rolê que rendeu muitos moments bons e outras sequencias melhores ainda.
Um dos pontos de parada foi a cidade de Claudio – MG, e com varias praças perfeitas, acabamos ficando em uma totalmente de marmore, favorecendo varios tricks. Em um dos pontos do spot, Jorge Negretti mandou um belo Crooked na borda virgem e crua! Nada de marmore polido, o desafio era mesmo correr as imperfeições da pedra pura, mas depois de muito velar, o moment saiu. Pra alegria dos que ali pararam pra ver a sessão.
Na mesma rua do spot, Bruno Arruda encontra uma trilha que vinha de cima de uma garagem. Alta, curta e estreita, nada que fisesse o Skater desistir da volta na base. Depois de muita queda, 1 deck quebrado e muito desabafo ofensivo pra cima do skate, aconteceu a volta perfeita de um Fakie Ollie gigante, plastico e agressivo.
MERRY EMPTY CHRISTIMAS
Aproveitando que dia de natal, o mundo dá folga aos vigias, guardinhas ou seguranças de plantão, la fomos nós praticar um pouco do skate vandalismo.
O teto do deposito de um posto de gasolina ofereceu um belo gap pra passagem, com um murinho de cerca de 40 cm antes do pop e uma queda de pouco menos de um metro pro teto abaixo, rendeu um belo flip que ficou gravado na parede pela sombra que define bem como é plastica a arte do skatista.
Como sempre, na foto: Bruna Arruda e sua paciencia em me ajudar a coletar imagens.





